Quem nunca desejou a perfeição?
Um corpo bonito, um trabalho bem-sucedido, uma vida amorosa bem realizada, uma
família que dê todo o apoio necessário. O próprio ambiente onde estamos
inseridos nos ensina que pessoas perfeitas têm determinados padrões de beleza,
tem determinado padrão de vida. Até em nossa criação, muitas vezes ouvimos que
só seremos bons o suficiente se formos superiores aos outros. O ambiente tenta
nos mostrar como homens e mulheres de verdade devem ser!
E é aí que se instala o perigo.
Essas mensagens e imagens que fogem à realidade da maioria só reforçam em nós
esquemas de imperfeição, superioridade e inadequação. Pensamentos como: “não
sou bom o suficiente”, “não sou atraente”, “não tenho valor”. Nem percebemos,
mas caímos na armadilha: “preciso ser perfeito para não ser inferior”.
Uma vez dentro da armadilha passamos
a acreditar nestas mensagens e a compensar ou evitar algumas situações. Para
compensar um sentimento de incompetência passamos a trabalhar de forma
excessiva, torna-se difícil afastar-se das atividades e relaxar, assumimos
muitas atividades e tarefas inacabadas começam a surgir. Ou evitamos a
incompetência fugindo do novo. O medo do novo ou do desafio pode esconder um
sentimento de fracasso, de incompetência que levam à ansiedade ou depressão.
O grande segredo é identificar os esquemas e pensamentos negativos que carregamos, contestá-los e modifica-los. Precisamos enxergar quem realmente somos, não a partir dos olhos dos outros – mas a partir de nossos próprios olhos.
Crédito da Imagem: Freepik

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