quinta-feira, 14 de junho de 2018

Dúvida: Entre Dois Caminhos


Que levante a mão quem nunca se viu diante de uma encruzilhada da vida, a ponto de escolher entre dois caminhos distintos. Quando estamos acostumados com algo, presos a uma rotina ou presos em nossa zona de conforto por muito tempo, pode ser saudável colocar um ponto de interrogação em algumas coisas para nosso próprio crescimento. Sem novas perguntas não encontraremos novas respostas. Ou seja, é a instabilidade que nos faz não acomodar. O apóstolo Tiago, na Bíblia Sagrada, nos diz sabiamente que a aflição produz perseverança, crescimento. E por acaso a dúvida não é uma aflição que nos alcança?

Mas você já percebeu que muitas vezes, diante das encruzilhadas, lá dentro, sabemos o que fazer; porém, permitimos que outros decidam por nós. Já ouvimos todos os conselhos, todas as recomendações, todos os pontos de vista e lá dentro sabemos o que devemos e o que queremos fazer; mesmo assim, muitas vezes, optamos pela decisão alheia e isso enche nossa alma de mal-estar e ansiedade. Acabamos fazendo algo para agradar outra pessoa.

A dúvida em sua medida justa nos tira da inércia, nos faz crescer e avançar, nos faz descobrir novos caminhos e possibilidades. A dúvida em excesso nos paralisa.

Você está feliz como está? Você está feliz com o que faz? A correria do dia a dia não nos deixa tempo para pensar e refletir. A cognição, o pensamento, nos permite encontrar soluções frente às situações da vida possibilitando ação e saída da inércia. Lewis Carrol, na obra Alice no País das Maravilhas diz: “Se você não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve”. Mas… opa! Espera lá!!! Que falta de propósito é essa??? Tome as rédeas da sua vida! Use a dúvida a seu favor! Onde você quer chegar amanhã? O que lhe faz feliz? Pense e decida!


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Imagem: Freepik

quinta-feira, 7 de junho de 2018

A Necessidade de Ser Perfeito


Quem nunca desejou a perfeição? Um corpo bonito, um trabalho bem-sucedido, uma vida amorosa bem realizada, uma família que dê todo o apoio necessário. O próprio ambiente onde estamos inseridos nos ensina que pessoas perfeitas têm determinados padrões de beleza, tem determinado padrão de vida. Até em nossa criação, muitas vezes ouvimos que só seremos bons o suficiente se formos superiores aos outros. O ambiente tenta nos mostrar como homens e mulheres de verdade devem ser!

E é aí que se instala o perigo. Essas mensagens e imagens que fogem à realidade da maioria só reforçam em nós esquemas de imperfeição, superioridade e inadequação. Pensamentos como: “não sou bom o suficiente”, “não sou atraente”, “não tenho valor”. Nem percebemos, mas caímos na armadilha: “preciso ser perfeito para não ser inferior”.

Uma vez dentro da armadilha passamos a acreditar nestas mensagens e a compensar ou evitar algumas situações. Para compensar um sentimento de incompetência passamos a trabalhar de forma excessiva, torna-se difícil afastar-se das atividades e relaxar, assumimos muitas atividades e tarefas inacabadas começam a surgir. Ou evitamos a incompetência fugindo do novo. O medo do novo ou do desafio pode esconder um sentimento de fracasso, de incompetência que levam à ansiedade ou depressão.

O grande segredo é identificar os esquemas e pensamentos negativos que carregamos, contestá-los e modifica-los. Precisamos enxergar quem realmente somos, não a partir dos olhos dos outros – mas a partir de nossos próprios olhos.


Crédito da Imagem: Freepik


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